Rede familiar
13 dezembro

Rede familiar

Todos temos momentos da nossa infância momentos que nos marcaram positivamente e que ajudaram a moldar nossa personalidade.

Os mais velhos (da chamada geração x) se lembram de brincar de amarelinha, pique-bandeira, bolinha de gude, roda, entre outras brincadeiras. Brinquedos e brincadeiras excelentes e que, infelizmente, muitas de nossas crianças não conhecem. Os adultos dessa geração também tiveram momentos marcantes com seus pais, como visita ao museu, ida a um parque ou a uma praia, etc. Independentemente de onde moramos, sempre há um lugar que nos faz lembrar um passeio especial que tínhamos com nossos pais e que nos lembre a infância e adolescência. Até mesmo os intermediários (da geração Y) possuem grandes lembranças de sua infância, apesar da adolescência e juventude terem sido fomentadas pela tecnologia.

Entretanto, as crianças de hoje (da geração z) sofrem de um grande mal: excesso de tecnologias na formação psicológica e intelectual. Futuramente, teremos crianças com sérios problemas psicológicos e familiares. Famílias que preferem trocar todo o afeto de passeios por celulares ultramodernos. Crianças que crescem sem saber o que é momentos constantes na natureza com seus pais ou até mesmo brincadeiras todas as tardes com outras crianças. Aí começa o problema que os diretores de aventureiros e desbravadores enxergam hoje. O que será das crianças do futuro crescendo de forma independente dos pais?

Segundo a p. 11 do Manual Administrativo, o Clube de Aventureiros é um investimento feito hoje, com resultados no futuro que visa o fortalecimento da família, igreja e escola em cada participante. “A missão principal do clube de aventureiros é… unir os pais e filhos”.

Os pais devem acompanhar os filhos dentro do Clube de Aventureiros. Crianças nessa faixa etária precisa ter vínculos de afetividade com seus pais, afinal, o principal educador na formação de seu caráter é exatamente o pai e/ou a mãe. Por isso não trabalhamos com crianças com idades inferiores a seis anos, porque é de total e única responsabilidade dos pais esse acompanhamento pleno. A partir dessa idade, a nossa missão como clube é o trabalho em conjunto no desenvolvimento físico, mental, espiritual e psicológico das crianças, por isso, os pais devem acompanhar continuamente os filhos no clube.

A Rede Familiar (RFA)

Segundo o manual, a Rede Familiar é o departamento interno mais importante do clube (p. 154). Por isso os pais são peças fundamentais no Clube de Aventureiros. Mas como trabalhar a rede familiar? O que é exatamente?

Os pais mais experientes ajudarão os menos experientes. Um pai que coloca o filho no clube, deve estar mais que disposto a abraçar diretamente o Ministério dos Aventureiros.

O Coordenador da Rede Familiar

Esse é um cargo importante e é eleito pela comissão interna do clube, podendo ter apenas um coordenador ou uma equipe da coordenação (com um coordenador geral). O ideal é que o mesmo jamais seja um dos conselheiros, já que o conselheiro já possui um ministério próprio direto com as crianças de sua unidade. Clubes grandes costumam dar um cargo próprio para essa função de ‘coordenador geral’, mas clubes menores, muitas vezes, costumam entregar essa função para o diretor associado, secretário ou até mesmo para o diretor do clube.

O coordenador de RFA é como um evangelista, sua função central é conquistar. Quando um clube negligencia esse cargo, as conseqüências poderão ser negativas (p. 155).

Como Trabalhar a Rede Familiar

As reuniões podem ser a cada três meses.  Recomendamos que seja no sábado. Enquanto as crianças estão na reunião do clube, os pais na RFA.

A reunião sempre deve ser muito bem planejada e organizada, além de ser interessante e agradável. Evite reuniões dispendiosas e cansativas.

O ideal é sempre começar com uma meditação de até cinco minutos, a oração é fundamental, Sempre é legal terminar com algum lanche, mesmo se for apenas um chá ou suco com biscoitos. Afinal, atividades sociais sempre ajudam a estreitar amizade e comunhão.

É interessante também trazer palestrantes (enfermeiros, médicos, psicólogos, nutricionistas, psicopedagogos, educadores, etc.) que falem de coisas que são interessantes para os pais, (alimentação, câncer, como fugir da depressão, entre outros temas. Faça também mesas redondas, bate-papos ou até estudos de casos. Dinâmicas de interação podem acontecer, mas devem ter no máximo três ou quatro minutos.

Você também pode realizar almoços anuais ou semestrais com a RFA, realizar passeios constantes, e até  um sistema de visitação aos pais.

Sugestões:

  • Gincana das Famílias: Fazer pelo menos um domingo ao ano. São jogos e atividades dos pais com as crianças.
  • Dia das Mães e Dia dos Pais: Que tal fazer uma homenagem na reunião de domingo? As crianças vão servir os próprios pais com aquilo que ela acredita que ele ou ela goste, além, de cantar ou fazer uma poesia para eles.
  • Sociais: Sempre legal, pelo menos uma vez ao ano, fazer um evento social na própria igreja após o Culto Jovem. Você pode pedir ajuda ao Ministério Jovem da igreja local.
  • Devocionais: Convide todos os pais da RFA a fazer a meditação pelo menos uma vez no ano. Caso o pai se sinta acanhado, não o obrigue ou veja o dom que ele pode exercer no clube.
  • Criação de uma camisa, exclusiva para pais da Rede Familiar.
  • Planejar, junto ao secretário e conselheiro do clube, o PAI DO ANO ou AVENTUREIRO DO ANO, caso achar que seja uma realidade positiva no clube local.

Conclusão:

Muito se fala que os pais atrapalham o Clube de Aventureiros. Na realidade, os pais devem ser parte ativa do clube e uma boa Rede Familiar não é apenas um instrumento de evangelismo, mas também um instrumento de desenvolvimento em larga escala. Porém o maior de qualquer segredo nesse ministério é: orar sem cessar. Com esse segredo, não apena a RFA será um sucesso, mas o Clube de Aventureiros como um todo.

Autor: Rafael Oliveira – Coordenador Regional de Aventureiros | Associação Rio Sul

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *